O Ministério Público do Ceará identificou que o documentário “A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha”, produzido pela Brasil Paralelo, utilizou um laudo de exame de corpo de delito adulterado para sustentar a tese de inocência do ex-marido de Maria da Penha Maia Fernandes.
Segundo o MP, análise realizada pela Perícia Forense do Estado do Ceará confirmou a adulteração do documento original relacionado à tentativa de homicídio sofrida pela ativista.
A denúncia, já aceita pela Justiça, tornou quatro homens réus por crimes como perseguição, cyberstalking e campanha de ataques contra Maria da Penha. Entre os acusados estão o ex-marido Marco Antônio Heredia Viveiros, já condenado pelo crime, além de envolvidos na produção e divulgação do documentário.
De acordo com o Ministério Público, as ações ultrapassaram o ambiente virtual e incluíram tentativas de localizar a ativista em Fortaleza.

