A decisão de retirar uma medida protetiva contra o próprio companheiro passou a ser um dos principais pontos investigados pela Polícia Civil no caso do assassinato de Carolina Lisboa da Cruz, de 27 anos, ocorrido em Barrinha, no interior de São Paulo.
Segundo as investigações, Carolina já havia denunciado o companheiro por violência doméstica e chegou a obter proteção judicial com base na Lei Maria da Penha. No entanto, semanas antes do crime, ela solicitou a revogação da medida.
O comerciante Anderson Vieira Bastos, apontado como autor do feminicídio, foi preso em flagrante neste sábado (9). Ele é suspeito de matar a companheira com pancadas na cabeça dentro do próprio estabelecimento comercial.
De acordo com a Polícia Civil, Anderson já possuía histórico de agressões e, no início deste ano, investigadores chegaram a solicitar sua prisão preventiva após o descumprimento da medida protetiva. O pedido, porém, foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
O suspeito deverá passar por audiência de custódia nos próximos dias. A defesa dele não havia sido localizada até a última atualização do caso.
O crime voltou a reacender o debate sobre violência doméstica, feminicídio e a vulnerabilidade enfrentada por mulheres mesmo após denúncias e medidas judiciais de proteção.

